terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Tabela Periódica e Número Atômico

A tabela periódica, com seu formato clássico, é conhecida em todo mundo. Reconhecível tão instantaneamente quanto o logo da Nike, o Taj Mahal, ou o cabelo de Einstein, a tabela periódica é um ícone de nossa civilização.

A estrutura básica da tabela periódica é determinada não por arte, capricho ou sorte, mas pelas leis fundamentais e universais da mecânica quântica. Uma civilização de seres que respiram metano pode fazer propaganda de seus sapatos com um logo quadrado, mas sua tabela periódica terá uma mesma estrutura lógica reconhecível que a nossa.


Todo elemento é definido por seus números atômicos, um número inteiro do 1 ao 118. O número atômico de um elemento é o número de prótons encontrados no núcleo desse elemento; o que, por sua vez, determina quantos elétrons orbitam ao redor desses núcleos. 


São os elétrons, particularmente os mais distantes, na última camada do átomo, que determinam as propriedades químicas do elemento.


A tabela periódica lista os elementos por ordem de seu número atômico
A sequência deixa lacunas que podem parecer arbitrárias, mas é claro que não são. 
As lacunas estão lá para que cada coluna vertical contenha elementos com um mesmo número de elétrons na última camada.

E isso explica o fato mais importante da tabela periódica: elementos em uma mesma coluna tendem a ter propriedades químicas semelhantes.

Bibliografia:  
Fonte: GRAY, Theodore. Os elementos: Uma exploração visual dos átomos conhecidos no universo. São Paulo: Editora Blucher, 2011.

Tabela Periódica e Elemento Químico

A tabela periódica é um catálogo universal de tudo que você pode deixar cair sobre seus pés. Existem algumas coisas, como a luz, o amor, a lógica e o tempo, que não estão na tabela periódica. Porém, você não pode derrubar nenhuma delas sobre seus pés.

A Terra, o tablete, seus pés – tudo o que é tangível – são feitos de elementos. Seus pés são feitos na maior parte por oxigênio, com um pouco de carbono ligando-o, dando estrutura às moléculas orgânicas que fazem de você um exemplo de vida baseada em carbono. 

(E, se você não for uma vida baseada em carbono, bem-vindo ao nosso planeta! Se você tem um pé, por favor, não derrube o seu tablete sobre ele.)

O oxigênio é um gás limpo, incolor. No entanto, compõe cerca de 3/5 do peso de seu corpo. Como pode ser isso?
Os elementos possuem duas faces, representadas pelo seu estado puro e pela gama de compostos químicos que eles formam quando combinados a outros elementos. 

O oxigênio em estado puro é, de fato, um gás, mas quando reage com silício, formam juntos os minerais silicatos que compõem a maior parte da crosta terrestre. Quando o oxigênio é combinado com o hidrogênio e carbono, o resultado pode ser qualquer coisa entre água, monóxido de carbono e açúcar.

Os átomos de oxigênio ainda estão presentes nesses compostos, não importa o quão diferentes do oxigênio puro essas substâncias aparentam ser. E os átomos de oxigênio podem sempre ser extraídos de volta e retornar  pura e gasosa.
Mas (exceto em desintegração nuclear) cada átomo de oxigênio nunca pode ser rompido ou dividido em algo mais simples. É essa propriedade de invisibilidade que acaba definindo um elemento.

"Não há nada que não retorne ao nada, porém todas as coisas retornam dissolvidas em seus elementos". - Lucrécio, De Rerum Natura, 50 a.C.

Bibliografia: 
Fonte: GRAY, Theodore. Os elementos: Uma exploração visual dos átomos conhecidos no universo. São Paulo: Editora Blucher, 2011.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Química do mal

Nem tudo que é invisível aos olhos é essencial na vida cotidiana. Ainda bem!

Fórmula estrutural  
O que é: 
Representa o número e o tipo de átomos que constituem uma molécula. Detalha como eles estão ligados entre si para a formação de um produto ou uma substância.

Quem usa:
Químicos, engenheiros químicos e mecânicos, farmacêuticos e físicos.  

Mas a verdade é:
Esses profissionais conhecem as fórmulas. Mas não precisam desenhar ligações, como na escola. Para isso, usam programas de edição de estruturas e reações químicas.

Ligação química  
O que é:
A partir da reação química, os átomos se recombinam, formando novos produtos. Na escola, conhecemos as ligações iônica, covalente e metálica. 

Quem usa: 
Químicos, farmacêuticos e engenheiros químicos e mecânicos.

Mas a verdade é:
Queridinho de vestibular, esse conteúdo passa batido no dia a dia. E, na vida profissional, softwares específicos simulam a mistura de elementos. Ah, a tortura da escola…  

Distribuição eletrônica  
O que é: 
Forma como elétrons se distribuem em torno de um átomo em sete camadas (K, L, M, N, O, P, Q). Cada uma comporta uma quantidade máxima de elétrons.

Quem usa: 
Químicos e físicos nucleares.

Mas a verdade é:
É importante saber sobre a distribuição para medir a energia de um elétron. Mas o assunto é específico demais para ser cobrado no ensino médio.

Reatividade química dos metais  
O que é: 
Serve para mostrar se existe ou não a possibilidade de uma reação química acontecer ao se misturar elementos.

Quem usa: 
Químicos, engenheiros químicos e metalúrgicos, que precisam saber como cada material se comporta. 

Mas a verdade é: 
A reação entre os elementos pode ser simulada em softwares e em editores moleculares. 

Evolução do modelo atômico  
O que é: 
Ajuda a entender como um átomo se comporta. Com ele, é possível prever o comportamento de diferentes materiais.

Quem usa:
Químicos e engenheiros que precisam saber como funciona um átomo para realizar experimentos.

Mas a verdade é: 
A estrutura de um átomo dificilmente afetará a vida prática. Além disso, o modelo atômico ideal passou por várias alterações ao longo dos anos e ainda está em fase de pesquisa.  

Cálculo estequiométrico  
O que é:
Mede a quantidade de reagentes e produtos em uma reação química. Isso é feito a partir de equações específicas para descobrir massa, volume, quantidade molar etc.  

Quem usa:
Químicos, engenheiros químicos, farmacêuticos e biomédicos, que trabalham com exames laboratoriais.

Mas a verdade é:
A estequiometria é superimportante para não errar na mão na hora de misturar reagentes e produtos. Mas esses cálculos também podem ser feitos por softwares.

Geometria molecular  
O que é:
A forma como estão dispostos os átomos dentro das moléculas. Cada uma apresenta uma geometria diferente, dependendo da natureza das ligações (iônicas ou covalentes) e dos constituintes (como os elétrons de valência e a eletronegatividade).

Quem usa: 
Químicos e engenheiros químicos.

Mas a verdade é:
Só usa a geometria molecular o profissional que precisa encontrar a estabilidade molecular. Isso pode ser feito por simuladores eletrônicos.

Fonte bibliográfica:
http://mundoestranho.abril.com.br/cotidiano/coisas-de-quimica-que-voce-aprende-na-escola-e-quase-nunca-usa/