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terça-feira, 23 de agosto de 2022
domingo, 2 de abril de 2017
Distribuição Eletrônica
Os elétrons estão distribuídos em camadas ao redor do núcleo. Admite-se a existência de 7 camadas eletrônicas, designados pelas letras maiúsculas: K, L, M, N, O, P e Q.
À medida que as camadas se afastam do núcleo, aumenta a energia dos elétrons nelas localizados.
As camadas da eletrosfera representam os níveis de energia da eletrosfera.
Assim, as camadas K, L, M, N, O, P e Q constituem os 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º níveis de energia, respectivamente.
Em cada camada ou nível de energia, os elétrons se distribuem em subcamadas ou subníveis de energia, representados pelas letras s, p, d, f, em ordem crescente de energia.
O número máximo de elétrons que cabe em cada subcamada, ou subnível de energia, também foi determinado experimentalmente:
Subnível s p d f
Número máximo de elétrons 2 6 10 14
O número de subníveis que constituem cada nível de energia depende do número máximo de elétrons que cabe em cada nível.
Assim, como no 1º nível cabem no máximo 2 elétrons, esse nível apresenta apenas um subnível s, no qual cabem os 2 elétrons. O subnível s do 1º nível de energia é representado por 1s.
Como no 2º nível cabem no máximo 8 elétrons, o 2º nível é constituído de um subnível s, no qual cabem no máximo 2 elétrons, e um subnível p, no qual cabem no máximo 6 elétrons. Desse modo, o 2º nível é formado de dois subníveis, representados por 2s e 2p, e assim por diante.
Linus Carl Pauling (1901-1994), químico americano, elaborou um dispositivo prático que permite colocar todos os subníveis de energia conhecidos em ordem crescente de energia. É o processo das diagonais, denominado diagrama de Pauling, representado a seguir.
A ordem crescente de energia dos subníveis é a ordem na sequência das diagonais.
A ordem crescente de energia dos subníveis é a ordem na sequência das diagonais.
Exercícios
01. Determine o nome, símbolo e efetue a distribuição eletrônica por camadas dos seguintes átomos:
a) Z=11
Sódio (Na)
1K = 2 é
2L = 8 é
3M = 1 é
b) Z=35
c) Z=5
02. Distribuir os elétrons do átomo normal de manganês (Z=25) em ordem de camada.
03. Distribuir os elétrons do átomo normal de xenônio (Z=54) em ordem de camada.
04. Determine:
a) o nome
b) o símbolo
c) efetue a distribuição eletrônica de energia
d) efetue a distribuição eletrônica por camadas
A) Z=20
a) Cálcio
b) Ca
c) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2
d) 1K = 2 é
2L = 8 é
3M= 10 é
B) Z=27
C) Z=13
D) Z=36
E) Z=25
F) Z=31
G) Z=22
H) Z=2
I) Z=12
05. (F.E. FAAP-SP) Faça a distribuição eletrônica para o átomo do elemento químico de Z=17 e indique o número de elétrons do subnível mais energético.
06. (FMABC) O átomo de carbono (número atômico 6), no seu estado fundamental, tem elétrons somente:
a) no orbital 1s;
b) nos orbitais 1s e 2s;
c) nos orbitais 1s, 2s e 2p;
d) nos orbitais 1s, 2s, 2p e 3s;
e) nos orbitais 1s, 2s, 2p, 3s e 3p.
07. (ITA-SP) A configuração eletrônica do átomo de cálcio no seu estado fundamental é:
a) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2
b) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d2
c) 1s2 2s2 2p6 3s2 3d2 3p3
d) 1s2 2s2 2p6 3s2 4s2 3d6
e) n.d.a.
08. Qual a distribuição eletrônica em camadas do átomo 26Fe56?
a) 2 – 8 – 10 – 2.
b) 2 – 8 – 12.
c) 2 – 8 – 8 – 4.
d) 2 – 8 – 18 – 18 – 8 – 2.
e) 2 – 8 – 14 – 2.
Fonte bibliográfica:
SILVA, Eduardo Roberto da & HASHIMOTO, Ruth R. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Química
http://brasilescola.uol.com.br/quimica/distribuicao-eletronica-de-eletrons.htm
http://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.com.br/exercicios-quimica/exercicios-sobre-distribuicao-eletronica.htm
Dedico o post de hoje ao meu querido aluno Kauan Ravazzio que contribuiu com os exercícios 01 e 04.
sábado, 30 de agosto de 2014
Modelo orbital e a distribuição eletrônica
A
distribuição eletrônica, segundo o modelo orbital, permitirá conhecer a
distância do elétron ao núcleo, o tipo de orbital que ocupa, a orientação
espacial do orbital e o sentido de rotação do elétron. Para isso necessitamos,
também, recorrer a algumas regras.
Um
orbital pode conter no máximo dois elétrons. Dessa forma o subnível s pode abrigar no máximo dois elétrons,
o subnível p (três orbitais) 6
elétrons, o subnível d (cinco
orbitais) 10 elétrons e o subnível f (sete orbitais) 14 elétrons.
Princípio
da exclusão de Pauli: “Num mesmo átomo não podem existir dois elétrons com o
mesmo conjunto de números quânticos”.
Isso significa que os elétrons de um
mesmo orbital devem apresentar spins contrários. Um elétron gira no sentido
horário e outro no sentido anti-horário.
Os
elétrons tendem a ocupar os orbitais de menor energia potencial em relação ao
núcleo.
Os orbitais mais energéticos só serão preenchidos quando os menos
energéticos estiverem completos.
Orbitais
de um mesmo subnível apresentam energia igual.
O sentido das
setas indica valores de energia crescente e a ordem de preenchimento dos
orbitais.
Regra da
máxima multiplicidade de Hund: “Ao preencher os subníveis p, d e f, deve-se primeiro colocar os elétrons
em orbitais vazios e com spins paralelos (mesmo sentido de rotação). Somente após
o semipreenchimento de todos orbitais é que o segundo elétron deve ser
adicionado”.
Cada
orbital será representado por □ e os números quânticos magnéticos de cada
orbital são:
O spin
será representado por uma seta vertical. O spin -1/2 será representado por ↑ e
o spin +1/2 por ↓.
O número
de elétrons presentes num subnível deve ser indicado acima e a direita da
letra. A notação 3p5 indica a presença de 5 elétrons no subnível p situado no terceiro nível de energia.
Fonte: SILVA, Eduardo Roberto da & HASHIMOTO, Ruth R. Cursos
Práticos Nova Cultural – Vestibular. Química.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Modelo Atômico de Bohr
Em 1913, o físico dinamarquês Niels Bohr, ao estudar espectros de
emissão de certas substâncias, modificou o modelo de Rutherford.
No início do século
XX era fato conhecido que a luz branca (luz solar, por exemplo) podia ser
decomposta em diversas cores.
Isso é conseguido fazendo com que a luz passe por
um prisma.
No caso da decomposição da luz solar obtém-se um espectro chamado
espectro contínuo.
Este é formado por ondas eletromagnéticas visíveis e
invisíveis (radiação ultravioleta e infravermelho). Na parte visível desse
espectro não ocorre distinção entre as diferentes cores, mas uma gradual
passagem de uma para outra. O arco-íris é um exemplo de espectro contínuo onde
a luz solar é decomposta pelas gotas de água presentes na atmosfera. Como a
cada onda eletromagnética está associada certa quantidade de energia, a decomposição
da luz branca produz ondas eletromagnéticas com toda e qualquer quantidade de
energia.
No entanto, se a luz que atravessar o prisma for de uma substância como
hidrogênio, sódio, neônio etc. será obtido um espectro descontínuo. Este é
caracterizado por apresentar linhas coloridas separadas. Em outras palavras,
somente alguns tipos de radiações luminosas são emitidas, isto é, somente
radiações com valores determinados de energia são emitidas.
Baseado nessas observações experimentais, Bohr eleborou um novo modelo
atômico cujos postulados são:
Na eletrosfera os elétrons não se encontram em qualquer posição.
Eles giram
ao redor do núcleo em órbitas fixas e com energia definida.
As órbitas são chamadas
de níveis de energia ou camadas eletrônicas, representadas pelas letras K, L,
M, N, O, P e Q a partir do núcleo, ou níveis de energia representados pelos
números 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.
Os elétrons de um átomo tendem a ocupar as camadas eletrônicas mais
próximas do núcleo, isto é, as que apresentam menor quantidade de energia.
Um átomo está no estado fundamental quando seus elétrons ocupam as
camadas menos energéticas.
Quando um átomo recebe energia (térmica ou elétrica), o elétron pode
saltar para uma camada mais externa (mais energética). Nessas condições o átomo
se torna instável. Dizemos que o átomo se encontra num estado excitado.
Os elétrons de um átomo excitado tendem a voltar para as camadas de
origem. Quando isso ocorre, ele devolve, sob a forma de onda eletromagnética, a
energia que foi recebida na forma de calor ou de eletricidade.
Esses postulados permitem explicar a existência dos espectros de emissão
descontínuos: como o elétron só pode ocupar determinadas órbitas, as transições
eletrônicas (ida e volta do elétron) ocorrem em número restrito, o que produz
somente alguns tipos de radiação eletromagnética e não todas como no espectro
contínuo.
O modelo atômico de Bohr foi elaborado para o átomo de hidrogênio, mas
aplica-se com boa aproximação a todos os outros átomos.
Distribuição eletrônica
A maneira pela qual os elétrons se distribuem nas diferentes camadas ao
redor do núcleo é chamada distribuição eletrônica.
Para efetuarmos a
distribuição eletrônica devemos obedecer a algumas regras, que são:
Em cada camada pode existir uma quantidade máxima de elétrons.
Camada eletrônica
|
K
|
L
|
M
|
N
|
O
|
P
|
Q
|
Nível de energia
|
1
|
2
|
3
|
4
|
5
|
6
|
7
|
Número máximo de elétrons
|
2
|
8
|
18
|
32
|
32
|
18
|
2
|
Os elétrons tendem a ocupar as camadas eletrônicas mais próximas do
núcleo, isto é, as menos energéticas.
Essas ideias contribuíram para ampliar os conhecimentos sobre a
estrutura dos átomos.
Fonte: Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: Caderno do
Professor, Química, Ensino Médio, 2ª Série. São Paulo: SE, 2014.
Fonte: SILVA, Eduardo Roberto da & HASHIMOTO, Ruth R. Cursos
Práticos Nova Cultural – Vestibular. Química
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