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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os Fósseis

Um fóssil pode ser definido como a substituição da matéria orgânica de um animal ou vegetal por minerais, principalmente a sílica.

Os fósseis são vestígios de organismos (animais e vegetais) muito antigos que foram preservados com o passar dos anos por meio de processos naturais. São considerados fósseis os restos que apresentem mais de 11 mil anos, ou seja, na época geológica do Holoceno da era Cenozoica que se iniciou após a última era glacial, cerca de 11,5 mil anos e se estende até o presente.

A Paleontologia é o nome da ciência que estuda os fósseis e o paleontólogo é o profissional da área. A denominada Paleozoologia é um ramo da Paleontologia que estuda os fósseis de animais. Do latim, o termo fóssil (fossilis) está relacionado com o verbo “cavar” (fodere), que significa “retirado por escavação”.

Formação dos Fósseis 
Os fósseis podem ser ossos, conchas, dentes, pegadas e geralmente são encontrados nas pedras e rochas muito antigas. Existem fósseis que são conservados quase que inteiramente, por exemplo, os mamutes encontrados no gelo, ou os insetos em âmbar (resina vegetal). Note que as partes duras dos seres apresentam maior probabilidade de se fossilizar em relação as partes moles.  

Assim, a formação dos fósseis está intimamente relacionada com as condições climáticas do planeta e as características morfológicas dos seres envolvidos, que conservaram de alguma maneira, os restos ou vestígios durante muitos anos.  

Para saber o período em que o fóssil esteve vivo no planeta Terra, os cientistas medem a quantidade de compostos químicos presentes, por exemplo, o carbono, chumbo e urânio. Esse método moderno de datação dos fósseis é denominado de "radioatividade" e determina quantos milhões ou bilhões de anos, o organismo esteve presente. 

Fossilização 
A fossilização representa o processo de conservação dos fósseis, que podem ocorrer de diversas maneiras. Segue abaixo os principais processos de fossilização:  
Marcas: impressões deixadas por atividades dos seres vivos, por exemplo, as pegadas

Restos: incluem todos os tipos de vestígios rígidos, por exemplo, as conchas
Moldes: fósseis moldados pela região em que ocorre o processo de fossilização, do qual permanecem as partes rígidas dos seres, por exemplo, os ossos. 

Mineralização: ocorre por meio da transformação da matéria orgânica em minérios, por exemplo, a sílica. 
Mumificação: também chamado de “conservação”, é processo em que permanecem as partes rígidas e moles dos seres, por exemplo aqueles que fossilizaram no gelo.

Tipos de Fósseis 
De acordo com o estudo dos fósseis, há dois tipos deles:  
Somatofóssil: são os fósseis de organismos do passado (restos somáticos), por exemplo, ossos, carapaças, folhas, troncos, dentre outros. 
Icnofóssil: são fósseis que identificam a atividade animal, seja por meio de pegadas, rastros, túneis, excrementos, marcas de dentadas, dentre outros.

A Importância dos Fósseis 
É através dos estudos sobre os fósseis que podemos conhecer melhor a história do planeta em tempos remotos, identificada pelos vestígios que marcaram determinada época. Um exemplo notório é os fósseis encontrados dos dinossauros, posto que se não fossem estudados nunca saberíamos que esses répteis gigantescos viveram no planeta muito antes da raça humana habitá-lo.  

Assim, os fósseis são as provas mais concretas da existência de vida no planeta, sendo uma importante ferramenta de estudos entre os biólogos, arqueólogos, paleontólogos e geólogos, na medida que revelam as transformações que ocorreram nos seres vivos e no próprio planeta durante anos.  

Por esse motivo, a conservação dos fósseis revela grande importância histórica para o estudo da evolução da vida. O trabalho de encontro dos fósseis é executado pelo paleontólogo, realizado por meio da escavação de um local e da coleta do material. Atualmente é possível encontrar muitos fósseis em diversos museus de história natural espalhados pelo mundo.

Fonte bibliográfica:
https://www.todamateria.com.br/o-que-sao-fosseis/
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/os-fosseis.htm


quinta-feira, 31 de março de 2016

Experiência: Fóssil Artificial

Materiais:
- Gesso de Paris ou cimento em pó: siga as instruções do produto para fazer a receita.
- Um recipiente, preferencialmente uma tigela descartável para o caso de você precisar quebrá-la.
- Água
- Algo para fossilizar – por exemplo, ossos de peixes, conchas. Você também poderá criar aquilo que desejar fossilizar usando peças e restos.

Procedimentos
- Seu primeiro passo é preparar a mistura molhada, seguindo as instruções do pacote.
- Em seguida, despeje a mistura em um recipiente que sirva – tigelas plásticas, vasilhas de tupperware, ou caixas de leite cortadas ao meio funcionarão para a maioria dos fósseis. 

- Escolha um objeto que você gostaria de “fossilizar”. Coloque esse objeto na mistura e pressione-o para baixo até metade dele ficar submerso. Permita que a outra parte do fóssil fique acima da mistura, facilitando a retirada do objeto. Se você deseja pendurar seu fóssil quando ele secar, coloque uma agulha no meio da mistura para criar um buraco.

- Agora, tudo o que você precisa fazer é esperar. Seja paciente permitindo que a mistura descanse – seu fóssil parecerá melhor se ele ficar completamente “concretizado” antes de você puxá-lo para fora. Se puder, você pode permitir que o fóssil se seque no sol para acelerar o processo.

- Quando sua “rocha” estiver completamente seca, tente remover o fóssil inteiro gentilmente. Tome cuidado para não quebrar acidentalmente o fóssil nesse passo. Se você não conseguir remover o fóssil, pode ser necessário quebrar o recipiente em si. Se você usou uma agulha para criar um buraco para barbante, será possível removê-lo gentilmente com a “garra” presente na parte traseira de um martelo.

- Remova o objeto da tigela/caixa gentilmente. Com uma mão firme (e apenas um pouco de sorte), você terá em mãos um molde endurecido com o desenho do objeto que antes ali repousava. Você agora tem seu fóssil!

- Climatize seu fóssil para torná-lo mais autêntico. Fósseis reais não são perfeitamente limpos e simétricos – eles normalmente são coisas velhas e duras feitas de rocha sólida. Se quiser que seu fóssil tenha essa qualidade envelhecida, você pode ter de desgastá-lo um pouco. Use um martelo para quebrar pequenos pedaços das extremidades. Esfregue terra nele. Use uma lixa para simular os efeitos de erosão. Você pode até pintar seu fóssil de marrom, bronze ou outra cor de ferrugem.

- Quando chegar a hora desejada, exiba seu fóssil! Leve-o para a escola para usar numa aula ou pendure-o no seu quarto. Para um efeito diferenciado, tente enfeitar seu fóssil com artefatos naturais encontrados na rua!

Dicas e cuidados
- Experimente adicionar colorantes à mistura para dar a ela um visual diferente.
- Cuidado quando usar a agulha.
- Não despeje gesso de Paris ou cimento demais pelo ralo, pois isso entupirá os canos: coloque os restos num saco de lixo.

Bibliografia
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=7840
http://casadecurioso.com.br/experimentoDetalhado.php?cod=209
http://pt.wikihow.com/Fazer-um-F%C3%B3ssil-de-Mentira



Fósseis

Os fósseis são restos ou vestígios de seres vivos que viveram há milhares de anos em nosso planeta, que ficaram preservados em rochas.
Só são considerados fósseis aqueles que têm mais de 11.000 anos.

Os fósseis permitem o estudo de espécies extintas e nos dão informações valiosas sobre o passado da Terra.

Paleontólogo
É um cientista que estuda os fósseis e nos diz várias coisas sobre os seres vivos do passado.

Processo de fossilização
O mais comum é chamado mineralização, e há mesmo esta troca de minerais do osso pelos minerais da terra onde ele está. Os minerais da terra são mais resistentes e duros, tanto que esta terra, com o passar dos anos, vai se tornando rocha, junto com o fóssil que está nela.

Os minerais (substâncias encontradas na natureza que não são nem animais e nem plantas) andam soltos por aí e acabam preenchendo os espaços vazios das matérias animais e vegetais. Com o passar de milhares ou milhões de anos eles secam e endurecem, formando os fósseis.

Para se tornar um fóssil o osso precisa se tornar rocha. As partes orgânicas do osso, como as células sanguíneas, colágeno (uma proteína) e gordura, eventualmente, se decompõem. Mas as partes inorgânicas do osso, ou as partes compostas de minerais como o cálcio, têm mais poder de permanência.

Elas permanecem após o desaparecimento dos materiais orgânicos, criando um mineral frágil e poroso no formato do osso original. Outros minerais reforçam esse osso, fundindo-o em um fóssil. 

Ossos grandes e espessos, que têm mais espaço para a cola mineral, formam fósseis melhores do que ossos pequenos e finos. Com o passar de milhões de anos, o sedimento ao redor desses ossos reforçados se torna rocha sedimentar. A erosão, as marés e outros processos naturais continuam a depositar mais sedimento, e esse sedimento também se torna rocha.

Enquanto eles podem reter a pressão da rocha circundante, os ossos permanecem ocultos e preservados de forma segura. Após milhões de anos, algum processo natural, como a mudança gradual da superfície do planeta, pode revelar essas camadas e os fósseis que elas contêm.

Bibliografia
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=7840
http://casadecurioso.com.br/experimentoDetalhado.php?cod=209

http://pt.wikihow.com/Fazer-um-F%C3%B3ssil-de-Mentira